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Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2024
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Mãe deixa filho de apenas dois meses como garantia em boca de fumo

O caso foi denunciado ao Conselho Tutelar que, com apoio da Polícia Militar, foi até o ponto de venda de drogas e resgatou o bebê.

Mãe deixa filho de apenas dois meses como garantia em boca de fumo
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Parece roteiro de filme, mas é a realidade cruel da nossa sociedade. A Polícia Militar resgatou nesta terça-feira (8), um bebê de apenas dois meses que foi trocado por drogas pela própria mãe em uma boca de fumo localizada em Pontes e Lacerda, a 487 km de Cuiabá (MT). 
A mulher de 28 anos, “mãe da criança”, é usuária de drogas e, segundo a Polícia Civil, deixou a criança como ‘garantia’ de que retornaria para pagar uma dívida com os traficantes.

O caso foi denunciado ao Conselho Tutelar que, com apoio da Polícia Militar, foi até o ponto de venda de drogas e resgatou o bebê. A mãe não foi localizada até esta quarta-feira (9). A boca de fumo funciona em uma casa no bairro Residencial Vera. Duas mulheres estavam com a criança e não assumiram que a pegaram como garantia do pagamento.

Elas alegaram que a mãe pediu para que elas cuidassem do bebê. A mãe da criança e as duas mulheres têm antecedentes criminais por tráfico no Mato Grosso. O bebê foi levado ao Lar de Apoio à Criança (LAC) de Pontes e Lacerda. Segundo a delegada Bruna Caroline Laet, foi aberta uma investigação para apurar o crime previsto no artigo 238, do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA): prometer ou efetivar a entrega de filho ou pupilo a terceiro, mediante paga ou recompensa.

Um dia antes, na segunda-feira (7), o juiz Cláudio Deodato Rodrigues Pereira, da 2ª Vara de Pontes e Lacerda, havia retirado temporariamente a guarda da criança da mãe. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPE) que já tinha conhecimento das atitudes de negligência da mãe. A suspeita é que ela é usuária de drogas há 10 anos e tem cinco filhos. Com exceção do bebê, todos foram retirados do convívio dela.

O primeiro morreu aos 2 anos, o segundo e o terceiro estão com pessoas que não são da família dela. Uma quarta criança está em um abrigo. O MPE soube que ela estava frequentando bocas de fumo com o filho recém-nascido e entrou com o pedido na Justiça de Mato Grosso. De acordo com a Justiça, o bebê estava sob os cuidados da avó materna que tem problemas cardíacos e não pode cuidar com o neto.

 

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