O governo federal anunciou nesta semana a devolução de R$ 2,1 bilhões a cerca de 3,1 milhões de aposentados e pensionistas vítimas de descontos associativos indevidos, em um dos maiores esquemas de fraude já identificados no sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo dados divulgados pelo próprio instituto, os valores restituídos correspondem a parte dos prejuízos causados por cobranças não autorizadas em benefícios previdenciários entre 2019 e 2024. A estimativa da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal aponta que o golpe alcançou aproximadamente R$ 6,3 bilhões, o que significa que ainda há cerca de R$ 4,2 bilhões pendentes de devolução aos segurados.
De acordo com o INSS, os reembolsos estão sendo creditados diretamente nas contas dos beneficiários, com correção pelo IPCA e sem necessidade de ação judicial. Nesta nova fase do programa de restituição, mais de 500 mil beneficiários que haviam contestado descontos e receberam respostas consideradas irregulares — incluindo casos de assinaturas falsificadas e áudios apresentados em lugar de documentos — poderão aderir ao acordo para reaver os valores perdidos.
O governo reforça que a iniciativa busca corrigir distorções históricas e garantir a proteção dos aposentados e pensionistas, frequentemente alvos de golpes envolvendo associações e entidades de representação. A expectativa é que o processo de devolução continue ao longo dos próximos meses, até que todo o montante desviado seja restituído.
Comentários: